Quantas vezes você já tomou decisões de carreira movida pela necessidade imediata — e não pela consciência do lugar onde sua potência realmente pode florescer?

Vivemos em um tempo em que a pressa dita o rumo. As escolhas são feitas pela urgência do agora: manter o emprego, atender a expectativas externas, alcançar o próximo título. Mas, nesse movimento acelerado, perdemos de vista algo essencial: a clareza de jornada.

Carreira não é linha reta. É travessia.
E travessia não se mede pela velocidade, mas pela consciência de cada passo.

A travessia como clareza é olhar para si com gentileza, reconhecer a própria pluralidade e compreender que não existe apenas um único caminho é o primeiro passo para escolhas mais conscientes.

Essa clareza não nasce de respostas prontas. Ela se constrói quando nos permitimos pausar, escutar nossa própria história e dar lugar ao que, muitas vezes, silenciamos em nome da produtividade.

Segundo a Deloitte (2024), 70% dos jovens profissionais afirmam sentir que estão em carreiras “sem direção clara”. Esse dado mostra que a ausência de clareza não é exceção — é um dos maiores desafios da vida profissional hoje.

Potência em vez de sobrevivência nos leva a refletir sobre quando a carreira é conduzida apenas pela necessidade, ela se torna espaço de sobrevivência. Mas, quando guiada pela consciência, se transforma em potência.

Potência é o lugar onde o que sabemos fazer, o que amamos e o que o mundo precisa encontram um espaço comum. É quando deixamos de apenas reagir ao contexto e passamos a agir com intencionalidade.

Na psicologia analítica, Jung descreve a individuação como o processo de integrar fragmentos da personalidade e agir a partir de um centro mais consciente. Esse movimento não é sobre perfeição, mas sobre escolhas que nos aproximam de quem realmente somos.

Daniel Goleman, ao falar de inteligência emocional, também ressalta que a autoconsciência é a base da tomada de decisão eficaz. Escolhas conscientes não apenas reduzem impulsividade, mas ampliam nossa capacidade de alinhar ações ao que tem valor real.

No contexto das organizações, pesquisas do MIT Sloan (2023) mostram que profissionais que percebem ter autonomia para fazer escolhas conscientes sobre suas carreiras têm 2,4 vezes mais engajamento e maior permanência nas empresas.

Carreiras conscientes não impactam apenas indivíduos. Elas reverberam em culturas organizacionais mais humanas, em lideranças mais presentes e em equipes mais engajadas.

Porque quando pessoas caminham conscientes, carreiras se tornam mais potentes.
E quando carreiras florescem, organizações se tornam mais humanas e sustentáveis.

Um estudo da McKinsey (2023) mostra que empresas com maior alinhamento entre propósito individual e organizacional têm 5 vezes mais engajamento e 2,5 vezes mais retenção de talentos. Ou seja, clareza de jornada não é só benefício pessoal — é vantagem estratégica.

Carreiras conscientes não impactam apenas indivíduos. Elas reverberam em culturas organizacionais mais humanas, em lideranças mais presentes e em equipes mais engajadas.

Porque quando pessoas caminham conscientes, carreiras se tornam mais potentes.
E quando carreiras florescem, organizações se tornam mais humanas e sustentáveis.

A pergunta que fica talvez não seja apenas “qual é o próximo passo da sua carreira?”, mas sim:

👉 como você escolhe atravessar a sua jornada?


Com escuta e movimento,

Thaís Pontin
Psicóloga | Fundadora da Senda | Head de Desenvolvimento na VES

Minha atuação acontece no espaço onde pessoas, carreiras e organizações se encontram: apoiando executivos, líderes, equipes e jovens talentos em jornadas que despertam consciência e geram impacto real.

Na clínica ou nas empresas, sigo a mesma missão: enxergar o indivíduo em sua totalidade — antes, além e para além do trabalho — reconhecendo sua essência, sua singularidade e sua potência.

Porque só quando vemos o ser humano em sua inteireza é que a vida deixa de ser sobrevivência e se torna legado vivo, capaz de transformar relações, organizações e futuros.