O erro mais comum ao falar de programas de trainee é reduzi-los a uma ferramenta de Employer Branding.
Sim, eles fortalecem a marca empregadora. Mas se o RH olha para essa iniciativa apenas como vitrine, deixa escapar o que realmente importa: o impacto estratégico.

Segundo levantamentos recentes do mercado de RH:
👉 O Brasil é o país com maior turnover do mundo, com taxa mensal de 3,79% e crescimento de 56% na rotatividade em 2022.
👉 A permanência média em um emprego é de menos de 2 anos. Entre jovens, pode chegar a apenas 9 meses.


Esse cenário representa um custo alto — não só financeiro, mas também em clima organizacional e produtividade.
É nesse ponto que um programa de trainee se torna estratégico: ele pode reduzir a rotatividade, acelerar a curva de aprendizagem e preparar sucessores de forma consistente.

Trainee não é gasto: é investimento com retorno mensurável — menos turnover, mais engajamento, sucessão preparada e inovação mais rápida.


Apesar do potencial, boa parte dos programas ainda tropeça no mesmo ponto: confundir atração com engajamento.

Um estudo da USP mostra que o custo por trainee pode chegar a meio milhão de reais por ano, considerando treinamentos, workshops e estruturação.
Ainda assim, apenas 40% dos participantes afirmam considerar permanecer 10 anos ou mais na empresa.

👉 Isso revela o gap: atrair não basta se o programa não engajar de verdade.
Quando o RH mede sucesso apenas pelo número de inscritos, mas não garante uma jornada de desenvolvimento e pertencimento, o investimento deixa de gerar retorno.


E quem já mostra isso de forma contundente é a Geração Z.
Essa é hoje a geração mais móvel do mercado: 41% dos jovens de 18 a 24 anos trocaram de emprego nos últimos 12 meses.
E a motivação vai além do salário: eles buscam propósito, qualidade de vida e clareza de carreira.

Em pesquisa interna com jovens talentos:

  • 83,4% apontaram a perspectiva de crescimento como fator decisivo na escolha de programas.
  • 46,2% destacaram a importância de uma trilha de desenvolvimento estruturada.

E aqui está um ponto crucial: reter um trainee passa por oferecer perspectivas de carreira claras, mesmo que não estejam talhadas na pedra.
O que esses jovens querem enxergar é:

  • quais são os possíveis caminhos,
  • quais competências precisam desenvolver,
  • e quais entregas são esperadas deles ao longo da jornada.

Uma trilha de carreira bem comunicada não significa garantir promoções automáticas, mas sim clareza de possibilidades e corresponsabilidade.
O crescimento dependerá tanto da empresa, ao abrir oportunidades, quanto do engajamento e dedicação do próprio trainee em assumir esse papel.

Essa clareza transforma o trainee em protagonista do próprio desenvolvimento, entendendo que o futuro de sua carreira depende tanto da empresa quanto do seu engajamento.

E o que isso significa para RH? Isso significa ir além da atração.



Desenhar um programa de trainee é criar uma experiência que transforme expectativa em engajamento, e engajamento em impacto real para o negócio.

Um trainee certo, na estrutura certa, pode acelerar uma cultura inteira, trazer novas competências e garantir a sustentabilidade da empresa no futuro.

🚨 E em breve, vamos lançar um estudo exclusivo sobre o que a Geração Z espera de seleção e engajamento — e como os programas de trainee podem evoluir para responder a esse desafio.

Se sua empresa ainda mede o sucesso de um programa apenas pelo número de inscritos, talvez esteja deixando de lado uma das maiores oportunidades de transformação organizacional em 2025.


👉 E você, o que sua empresa mensura hoje: inscrições ou impacto? Vamos conversar sobre isso, @vesjobs | vesjobs.com


Thaís Pontin
Psicóloga | Fundadora da Senda da Alma | Head de Desenvolvimento na VES


Minha atuação acontece no espaço onde pessoas, carreiras e organizações se encontram: apoiando executivos, líderes, equipes e jovens talentos em jornadas que despertam consciência e geram impacto real. Na clínica ou nas empresas, sigo a mesma missão: enxergar o indivíduo em sua totalidade — antes, além e para além do trabalho — reconhecendo sua essência, sua singularidade e sua potência.


Porque só quando vemos o ser humano em sua inteireza é que a vida deixa de ser sobrevivência e se torna legado vivo, capaz de transformar relações, organizações e futuros.